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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Falta de Hidratos de Carbono = mau humor

Quando brilha o sol naquela praia...e quase cheira a Verão, começam as "dietas" restritivas para eliminar os quilos a mais, muitos deles produzidos no Inverno. Segundo um novo estudo os regimes que limitam o consumo dos hidratos de carbono podem causar mau humor.

Cientistas do MIT( Instituto de Tecnologia de Massachusetts), descobriram que os hidratos de carbono ajudam a estimular a produção de uma substância-chave do cérebro chamada serotonina, a qual controla as emoções e a sua falta pode levar a mudanças de humor e depressão.
«Quando a serotonina é produzida e se torna activa no cérebro, produz um sentimento de bem-estar, de satisfação mesmo antes do estômago estar cheio», refere a investigadora Judith Wurtman.
«Mas a serotonina não é importante só para controlar o apetite e impedir que as pessoas comam mais do que devem. Ela é uma substância essencial para regular o humor.»
Alguns medicamentos anti-depressivos são prescritos para aumentar a serotonina no cérebro e estender a sua actividade por um longo período de tempo, ajudando a regular o humor. E como os hidratos de carbono aumentam os níveis de serotonina naturalmente, aqui temos um bom amigo para acabarmos com o mau humor.
A falta de hidratos de carbono pode ter um efeito maior nas mulheres, já que possuem menos serotonina no cérebro do que os homens. «Tirar os hidratos de carbono da dieta é o mesmo que tirar água de alguém que está a caminhar no deserto», diz Wurtman.
Segundo a cientista, quando o humor é alterado pela falta de hidratos de carbono, não adianta apelar para alimentos com proteínas, pois podem deixar a pessoa mais irritada e impaciente. Segundo Brigid McKevith, da Fundação de Nutrição Britânica, o efeito de uma dieta que produz serotonina ainda não está claro.
Quantos de nós já comeram chocolate para se sentir melhor? Pois bem , é esse o princípio.

Contudo, é importante não esquecer que um pessoa bem nutrida é uma pessoa bem-disposta, feliz e a milhas do mau-humor.

Comida Vegetariana e Cancro da mama

O vegetarianismo tem cada vez mais adeptos, seja por motivos de saúde, seja por crenças e ideais.


Muito se fala sobre os efeitos deste tipo de alimentação no organismo humano. Assim surgiu recentemente um estudo, publicado no "American Journal of Clinical Nutrition", sobre o vegetarianismo e cancro da mama.
Uma alimentação rica em vegetais, fruta e soja reduz em 30% o risco de desenvolver cancro da mama, revela este estudo.

A investigação, liderada por Lesley M. Butler, da Colorado State University, incluiu dados reunidos entre 1993 e 1995, de 63.257 homens e mulheres que participaram no Singapore Chinese Health Study (SCHS).
A investigação incluiu também entrevistas pessoais sobre a alimentação, o peso, a educação, o tabagismo, o exercício físico e o consumo de fármacos hormonais.

Estes dados permitiram à equipa identificar os grandes padrões de alimentação (carne, amido e gordura saturada e quantidades de legumes (brócolos, couve-flor, couves de Bruxelas, entre outros).
Do total de participantes, a equipa identificou 34.028 mulheres sem antecedentes de cancro da mama. Todas tinham entre 45 e 74 anos e a maioria tinha peso saudável, fazia exercício físico; poucas eram fumadoras ou usavam terapia de substituição hormonal para a menopausa.

De acordo com os registos, no final de 2005, 10 anos após as entrevistas do início do estudo, 629 desenvolveram cancro da mama. A equipa verificou que as mulheres que consumiam mais vegetais, fruta e soja tinham um menor risco de desenvolver a doença na fase pós-menopausa.
Apesar de o estudo ter sido realizado em mulheres chinesas, a equipa de investigadores refere que os resultados são aplicáveis às mulheres ocidentais.

Para reduzir o colesterol, alguns frutos secos...

Estudo publicado nos "Archives of Internal Medicine" refere que:

Comer nozes, avelãs e amêndoas contribui para a diminuição dos níveis de mau colesterol (LDL), reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, refere um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.
Investigadores da Loma Linda University, nos EUA, analisaram dados de 25 estudos clínicos, realizados em 7 países, envolvendo um total de 583 pessoas que apresentavam tanto níveis elevados quanto níveis normais de colesterol.
Neste estudo, liderado por Joan Sabate, os voluntários foram convidados a consumir uma média de 67gr de amêndoas, nozes ou outros frutos secos por dia, tendo sido constatada uma redução média de 5,1% no nível de colesterol total, 7,4% nos níveis de mau colesterol e uma alteração de 8,3% no HDL, ou "bom" colesterol.
Além disso, os níveis de triglicerídeos diminuíram 10,2% entre os indivíduos que apresentavam valores elevados (pelo menos 150 mg por decilitro), embora o mesmo não tivesse sido verificado entre os que tinham níveis mais baixos.
Citados pelo sítio Eurekalert, os autores sublinham que os resultados "reforçam a inclusão destes frutos na alimentação terapêutica para melhorar os níveis de colesterol (...) dado terem potencial para reduzir o risco de doença cardíaca".
Os frutos secos são ricos em proteínas vegetais, fibras, sais minerais e vitaminas, pelo que reforçam a nossa alimentação.

Doença de Crohn

O que é?

É uma doença inflamatória intestinal, também designada por ileíte terminal (uma vez que em 50% dos casos atinge o ileo terminal), ileocolite, colite granulomatosa ou mesmo enterite regional.

É, portanto, uma doença crónica de origem desconhecida, podendo ser genética, infecciosa e/ou imunológica, diagnosticada entre os 20 e os 40 anos, que pode envolver qualquer parte do trato gastrointestinal, havendo por vezes necessidade de recessão intestinal.



Sintomas

Alguns sintomas são: diarreia sem sangue, dores abdominais, fadiga, emagrecimento (devido a má absorção) e febre moderada.

Nota: a clínica desta doença e da colite ulcerosa são semelhantes, porém a evolução pode ser diferente.

O stress e a ansiedade são desencadeadores de crises. Assim, combata-os. Pratique exercício físico, mantenha-se ocupado, exercite-se!

Vai contribuir em muito para o seu bem-estar.


Nutrição no Crohn


Adequar a sua alimentação é muito importante, pelo que deve procurar um Nutricionista para tal. Seguem alguns conselhos:
Sinta o que come - Escolha
O objectivo é manter-se sem crises e activo. Assim, já que os alimentos têm tanta influencia, cada pessoa com doença de Crohn deverá descobrir quais os alimentos que lhe fazem mal. Como são tantas as opções alimentares, o melhor é experimentar por eliminação, ou seja: comece por experimentar um alimento durante 3-4 dias. Tenha em atenção as comidas muito condimentadas, os doces e frutas em calda. Poderá apontar as alterações positivas e negativas que sentiu. Desta forma, irá perceber quais os alimentos que lhe causam mal-estar.

Mantendo sempre a alimentação normal e introduzindo um alimento de cada vez, o alimento que queremos experimentar.


Nas crises agudas


Hidratação, soluções de rehidratação

Antidiarreicos (fármacos que inibam a motilidade do intestino) ou mesmo corticóides em casos mais graves

Se necessário: recessão cirúrgica

Alimentação pobre em resíduos, poderá ter de retirar o glúten temporariamente.

Suplementação


Em vitaminas e minerais, cálcio, zinco, mas principalmente vitamina C e B12. (Muitos pacientes apresentam anemia relacionada com a doença. O Crohn prejudica a absorção de vitamina B 12. Desta forma, evolui para uma anemia macrocítica por défice desta vitamina)
Lembre-se que não existe um padrão nutricional para doentes de Crohn, esta é uma patologia que exige um acompanhamento personalizado. Tanto o Nutricionista como o portador de Crohn precisam estar atentos á situação inflamatória e mesmo no decurso crónico da doença.
Uma consulta de Nutrição é uma mais valia para portadores desta doença intestinal, quer para melhor controlar a doença e consequentemente ter mais saúde, quer para encontrar alternativas alimentares, as quais fomentarão uma alimentação mais divertida e menos monótona.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita toxoplasma gondii. A infecção é tão ligeira e silenciosa na mãe, que passa despercebida, mas é um potencial infectante para o feto.


O risco de transmissão do parasita para o feto aumenta com a idade gestacional: cerca de 20% a 25% no 1º trimestre e 65% a 80% no 3º trimestre (na grávida não tratada). De qualquer forma, quando a trasmissão é tardia, a doença do recém-nascido é quase sempre menos grave do que se ocorrer no início.



Como se transmite:

A toxoplasmose pode ser transmitida através da ingestão de alimentos mal cozinhados, pois o toxoplasma é destruído com a cozedura dos alimentos. Pode também ser transmitida pelo contacto com animais domésticos, nomeadamente gatos.



O que pode causar:

Esta infecção pode causar aborto, atraso de crescimento intra-uterino (o feto cresce menos do que o normal) e malformações diversas, como alterações do crânio encefálicas e visuais ou calcificações cerebrais e atraso mental.



Como evitar:

- Evitar contacto com animais domésticos, nomeadamente gatos;

- Lavar bem as mãos antes e depois de manipular carnes cruas ou terra;

- Usar luvas para manusear o recipiente dos objectos do gato e quando se fizer jardinagem;

- Ingerir alimentos bem cozinhados, principalmente carne e ovos;

- Lavar cuidadosamente frutas e verduras;

- Lavar sempre bem as mãos antes de comer.



Como prevenir:

Antes da mulher engravidar, deve fazer uma prova laboratorial para diagnosticar esta infecção. Se a grávida não tiver feito esta análise, deverá fazê-lo o mais precocemente possível. No caso do resultado ser negativo, deve ser repetida ao longo da gestação, de preferência sempre no mesmo laboratório.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Alimentação durante a Amamentação

Entre o segundo e o sexto dia após o parto, dá-se a "subida do leite". Isto significa que a quantidade de leite está a aumentar consideravelmente. Algumas mulheres mal notam a passagem do colostro (1º leite) à "subida do leite". Outras sentem-no fortemente: seios duros e inchados, como se fossem rebentar. Esta tensa sensação é resultado do aumento do fluxo sanguíneo nos seios. O inchaço do tecido celular deve-se a uma grande quantidade de líqido linfático. Esta sensação desagradável normalmente não dura mais do que 24 a 48 horas. Para aliviar essa tensão, um duche quente ou a aplicação de toalhas quentes nos seios e extrair uma pequena quantidade de leite podem ser benéficos.
Gradualmente, o seu leite passa de primeiro leite para leite materno maduro. O leite materno maduro é rico em calorias: contém mais gordura e hidratos de carbono, mas menos proteínas do que o colostro.
Tente viver de forma saudável. Basicamente pode comer o que lhe agradar, desde que a sua alimentação seja equilibrada.
Durante o período de amamentação, o seu corpo está preparado para utilizar idealmente as substâncias nutritivas da comida. Além durante, durante a amamentação, tem um consumo de energia relativamente baixo que está hormonalmente limitado. Mais a mais o seu corpo já acumulou gordura como reserva de energia para este período durante a gravidez.
Portanto, agora não é necessário comer por dois, apenas precisa 250 a um máximo de 500 calorias por dia a mais do que quando não está em amamentação.. Evidentemente que no período de amamentação a sua necessidade de cálcio é elevada.  Certifique-se de que come alimentos ricos em cálcio, como legumes verdes, sésamo, laranjas, figos, tâmaras ou produtos lácteos.
Para organizaruma alimentação variadae equilibrada, tente repartir várias pequenas refeições durante o dia. Coma alimentos suficientemente albuminosos como os ovos, peixes, cereais, produtos lácteos e leguminosas. O leite e as leguminosas podem provocar flatulênca nalguns bebés. Se o seu bebé sofrer de cólicas, deixe estes alimentos de parte da sua lista da alimentação, por agora.
Utilize gordura rica em óleos prensados a frio (azeite prensado a frio por exemplo), coma muita fruta fresca e çegumes. Se tem pouco tempo para preparar refeições elaboradas, coma simplesmente a fruta e os legumes crus. Também o queijo, pão integral e salada servem para acompanhar uma refeições leve.
Não faça dieta enquanto amamentar. Com uma alimentação equilibrada, em breve o seu peso será reduzido. Qualquer escassez ser-lhe-ia apenas prejudicial e seria um stress desnecessário. Além disso os poluentes do tecido adiposo que chegam ao leite materno dissolvem-se com o emagrecimento.
O seu corpo produz sempre leite de boa qualidade. Se não se alimentar de forma equilibrada, ele tem de recorrer às suas reservas de substâncias nutritivas.
Depois, sofre de carências que podem causar cansaço e até depressões, conhecidas como "depressões pós-parto".
É importante beber bastante. Coloque sempre um copo de água perto de si, porque amamentar faz sede.
Desfrute do café moderadamente, pois pode agitar o bebé ou causar-lhe cólicas. Um copo de vinho, cerveja ou champanhe em ocasiões especiais é justificável (melhor seria após a amamentação). Não deve ser mais do que isso, poruqe o fígado imaturo do bebé só decompõe o alcóol devagar.
Não deve fumar, porque o fumo prejudica a saúde do bebé.
É fundamental manter uma alimentação equilibrada, saudável e completa.